Concurso Público, Notícias, Segurança Pública

Suspensão do concurso da PCDF dará mais segurança jurídica ao certame”, ressalta Júlia Lucy

A parlamentar ingressou com representação junto ao TCDF pedindo a suspensão da realização das provas objetivas e discursivas, tendo em vista a ausência de protocolos de segurança sanitária, além da insegurança jurídica que a apresentação de exames e a possível separação dos candidatos com Covid poderia gerar.

Após representação feita pela deputada Júlia Lucy (Novo) ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) pedindo a suspensão das provas objetivas e discursivas do concurso público para ingresso de agentes da Polícia Civil do DF, a Escola Superior da PCDF anunciou, nesta segunda-feira (14), a suspensão da aplicação da prova, prevista para o dia 18 de outubro de 2020, em razão da pandemia da Covid-19.

A deputada Júlia Lucy questionou a ausência de protocolos de segurança sanitária para a realização das provas e a segurança jurídica do certame, pedindo, no mérito, a suspensão enquanto perdurar o estado de calamidade pública no DF, reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 2284/2020, com efeitos até 31/12/2020.

“Precisamos assegurar tratamento isonômico para todos os candidatos, para que não haja nenhuma mácula no certame. Não podemos afastar os candidatos contaminados pela Covid ou repelir os que não se sentem seguros para realizar a prova, uma vez que não há o estabelecimento de um protocolo de segurança sanitária, prévio e amplamente divulgado, a exemplo do aconteceu com a retomada das atividades produtivas”, ressalta Júlia Lucy.

Na representação que apresentou ao TCDF, Júlia Lucy ressaltou que o cronograma do edital prevê as nomeações somente em março de 2022 e que o adiamento dessas provas não acarretaria qualquer prejuízo para o certame, nem para os cerca de 100 mil candidatos esperados para a primeira fase do concurso da PCDF.

O edital foi elaborado em uma época em que não havia pandemia, portanto, há uma série de questões supervenientes que não estavam abrangidas no edital publicado, como a impossibilidade de um candidato diagnosticado com Covid-19 concorrer ao certame, ter de apresentar exames e ser separado dos demais candidatos. Por essas e outras razões, o concurso se tornou

Sobre o autor

Cientista política pela Universidade de Brasília, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, com MBA em gestão de projetos. Servidora pública desde os 18 anos, já integrou os quadros da Polícia Federal, da Capes, e, hoje é servidora licenciada do Conselho Nacional de Justiça. Fundadora e CEO do grupo de capacitação para mulheres #LigaDelas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×