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O Agro Pede Socorro: O Governo Federal Contra o País

Recuperação Judicial Dispara e Expõe o Fracasso da Política Econômica
Os números não mentem. Enquanto o governo se ocupa com narrativas e agendas ideológicas, o campo, que sustenta o Brasil, agoniza. Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio saltaram absurdos 56,4% em 2025. Isso não é apenas um dado, é um alarme ensurdecedor que ecoa de um setor vital para a nossa economia, mas que parece esquecido pelo poder central.

E por que o produtor rural, o verdadeiro herói que trabalha de sol a sol, está quebrando? A resposta, segundo a análise da Serasa Experian, está na combinação perversa de juros nas alturas, custos de produção que não param de subir e um endividamento crescente. É o resultado direto de uma política econômica que vira as costas para quem produz, que aperta o crédito e sufoca o empreendedor do campo com um ambiente de negócios hostil.

O levantamento é um soco no estômago: foram 1.990 pedidos de recuperação judicial em um único ano, o maior volume desde o início da série histórica. O mapa da crise tem seu epicentro em Mato Grosso, o gigante da nossa produção de soja, milho e algodão, com 332 pedidos. Na sequência, vemos um rastro de dificuldade por Goiás (296), Paraná (248) e outros estados que são pilares do nosso PIB.

A frieza dos números esconde o drama de famílias e empresários. Vemos um aumento de 50,7% nos pedidos entre os produtores pessoa física e um salto ainda mais chocante, de 84,1%, entre as pessoas jurídicas. O especialista da Serasa menciona que a renegociação de dívidas é a melhor estratégia, mas como renegociar quando as condições impostas pelo próprio governo tornam a operação insustentável?

O que estamos testemunhando é o desmonte silencioso da saúde financeira do agronegócio. Um setor que bate recordes de produção e eficiência, mas que se vê encurralado por uma gestão que parece não compreender sua importância estratégica. Até quando o governo vai ignorar o grito de socorro que vem do campo? O Brasil não pode se dar ao luxo de assistir passivamente ao colapso de quem o alimenta e o sustenta.

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