Júlia Lucy aponta o cinismo da senadora ao tentar desconstruir seus votos passados e explica por que o eleitor brasileiro, embora tolere falhas, pune severamente quem abandona suas bases em troca de conveniência.
A política brasileira é palco de constantes mudanças de posicionamento, mas, para Lucy, o caso da senadora Soraya Thronicke ultrapassa os limites da estratégia comum. Ela descreve o comportamento da parlamentar como uma demonstração de “cinismo” e “maldade” que não será esquecida pelo eleitorado nas próximas janelas eleitorais.
A Bolha do Poder e a Desconexão com a Realidade
Soraya é o exemplo claro de quem entra na vida pública e se isola em uma “bolha”, perdendo a noção do mundo real. Ao tentar “lacrar” ou ser engraçada em sessões como a CPMI, a senadora demonstra acreditar que suas atitudes são aprovadas, quando, na verdade, causam repulsa até mesmo na esquerda.
- Comportamento Cínico: A tentativa de Soraya de ridicularizar votos e imagens de momentos passados é vista como uma “curiosidade sem tamanho” e uma falta de caráter que o eleitor percebe imediatamente.
- O “Vira-Casaca”: Júlia utiliza o termo “cossaco” para descrever políticos que mudam de lado de forma vergonhosa, mordendo a mão de quem os alimentou politicamente.
O Destino nas Urnas: O Último Lugar nas Pesquisas
Lucy traz dados preocupantes para o futuro de Soraya Thronicke. Citando pesquisas recentes para o Senado, ela revela que a senadora aparece em último lugar, o que reflete o sentimento de “infâmia” associado ao seu nome.
- Sem Abrigo Ideológico: Lucy questiona se Soraya realmente acredita que os petistas votarão nela apenas por atacar o ex-presidente Bolsonaro. A conclusão é que o sentimento de rejeição ao traidor transcende ideologias; é uma questão de humanidade.
- O Caminho da Derrota: Soraya não terá coragem de concorrer ao Senado novamente diante de tamanha rejeição, restando-lhe tentar uma vaga na Câmara Federal apenas para ajudar no quociente partidário.
“O Eleitor não Perdoa”
Lucy encerra sua crítica afirmando sentir vergonha de ver uma mulher agir com tamanha deslealdade. O recado é claro: o brasileiro pode votar em políticos com diversos defeitos, mas o “traidor” é uma figura que o coletivo deseja ver “esmagada” politicamente. Soraya Thronicke, ao escolher o caminho do cinismo, teria assinado sua própria sentença de derrota nas urnas.
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