Enquanto trabalhadores terceirizados enfrentam meses de salários atrasados, Júlia Lucy relembra sua postura firme contra a expansão de um modelo de gestão que, sem fiscalização e transparência, compromete o atendimento e o bolso do cidadão brasiliense.
A saúde pública do Distrito Federal vive mais um capítulo dramático. Reportagens recentes revelam que funcionários terceirizados do Instituto de Gestão Estratégica da Saúde (IGES-DF) estão há três meses sem receber, resultando em equipes reduzidas e prejuízos diretos em áreas críticas, como a radiologia. Este cenário não é uma surpresa, mas a consequência previsível de um modelo de gestão que ela combateu desde o seu primeiro mês de mandato.
A Coragem de Dizer “Não” à Expansão às Cegas
Júlia recorda que, em janeiro de 2019, foi convocada uma sessão de emergência para aprovar a expansão do modelo do Hospital de Base para outras unidades de saúde. Na época, ela foi uma das poucas vozes a votar contra.
- Falta de Dados: Júlia argumentou que não havia elementos técnicos que comprovassem a eficiência do modelo antes de sua ampliação.
- Modelos Incomparáveis: A analista explica que unidades como o Hospital da Criança (porta fechada) não podem ser comparadas ao Hospital de Base ou aos HRTs, e que a redação da lei foi feita de forma desesperada, sem considerar os diferentes níveis de atenção à saúde.
- O Risco do Dinheiro Público: “Expandir um projeto sem dados para afirmar que é a melhor solução é uma irresponsabilidade”, afirma Júlia.
Transparência vs. Favorecimentos
O problema central não é a falta de recursos, mas a forma como eles são geridos dentro do IGES-DF.
- Sistema Aberto: Júlia critica o sistema de contratação do instituto, que por ser “totalmente aberto”, facilita favorecimentos e dificulta a prestação de contas.
- Imposto sem Retorno: O cidadão do DF paga uma das cargas tributárias mais altas do país, mas não recebe o atendimento digno porque falta rigor na fiscalização dos contratos.
- Postura Parlamentar: Ela destaca a diferença entre fazer “vídeo em rede social” e ter a coragem política de bancar uma postura contrária aos interesses do governo dentro do plenário.
A Necessidade de Fiscalização Rigorosa
A crise atual dos terceirizados é o reflexo de um sistema que prioriza a expansão política em detrimento da saúde financeira e da eficiência operacional. Júlia reforça que seu voto contra em 2019 foi pautado pelo respeito ao dinheiro público e pela segurança da população.
“Tenho muito orgulho de dizer que, quando eu estava no parlamento, tive coragem de dizer não”, conclui Júlia, reafirmando que o tempo provou que seu alerta sobre a falta de lisura e prestação de contas no IGES era necessário.
Acompanhe a fiscalização da saúde pública e a defesa da transparência no DF aqui no site oficial da Júlia Lucy.